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Não é meu hábito nem função publicar notícias veiculadas nos órgãos de comunicação social. Já exerci o jornalismo regional, porém, o blogue tem outros propósitos.
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Não poderia, contudo, ficar indiferente, e assim transferi para um espaço de desabafos literários, nomeadamente poesia, uma notícia que dá conta dum acidente brutal que julgo enlutar a sensibilidade de todos os poetas.
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"O meu destino há-de ser aquilo que eu quiser" ou "Nós colhemos aquilo que semeamos" são frases feitas que já tenho refutado e as quais me proporcionam neste momento mais um momento de reflexão. E faço-o, como sempre, em virtude de me considerar um estudioso não fanático - digo-o no Perfil do blogue - dos sinais com contornos de mistério com que a "Natureza" (chamemos-lhe assim) nos está permanentemente a surpreender. Porque não me acredito no Sobrenatural (tudo é natural) mas sim naquilo que a nossa mente ainda não está devidamente preparada para assimilar.
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Atingiu já o número de trinta e um, as crianças mortas num trágico incêndio numa creche na cidade de Hermesillo, no estado de Sonora (México).
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Neste momento não consigo transcrever, em poesia ou em prosa, a intensidade do sofrimento que me atingiu com esta notícia horrível.
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Acredito que os Espíritos dessas crianças estão bem, noutra dimensão. A minha solidariedade vai directa para os seus familiares enlutados que, no apogeu da dor, por muito crentes que se digam ser, já atiraram contra o chão, com raiva e descrença, as fotografias dos seus ícones religiosos, perguntando a Deus porquê, apenas porque ainda não compreendem a razão pela qual "O nosso destino não é aquilo que nós queremos" ou que "Nós não colhemos aquilo que tão cuidadosamente semeámos".
É este um dos mistérios da Fé?
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11 comentários:
Amigo com os conhecimentos que tem também deve de saber que cada um de nós tem uma missão a cumprir uns mais comprida e outros mais curta e quem sabe se a desses pequenos anjinhos não teria só essa duração, gostei muito da sua escrita mas quem somos nós para julgar.
Beijo em sua alma
Meu Querido António
O sofrimento atinge as pessoas em qualquer idade, sei o que é isso. Experimentei na pele essa dor, vi e ouvi muito choro de menino com dores horríveis.
As marcas ficam para sempre, mas a Fé salva.
A dor, a uns é infligida de uma maneira, a outros de outra.
Beijnhos
Isabel
Nunca manifestei publicamente a minha Fé, faço-o agora. Dou graças a Deus por ter tido Pais humildes de coração que em momento algum duvidaram ou se insurgiram.
Mas a dor é de cada um e nesses momentos cada um reage como pode. Por isso não julgo quem fraqueja, mas condeno os órgãos de comunicação que bombardeiam diariamente com tragédias, dramas, servindo-se do sofrimento alheio para garantir audiências.
No mundo acontecem milagres, o principal é o da VIDA.
Outro beijinho a um coração sensível
Isabel
Bom Domingo Amigo António
Não tenho palavras para lhe dizer nestas horas, nem que possam amainar tanto sofrimento.
Como foi possivel....? Inocentes!
Serão eternamente anjinhos lá onde nunca ninguem foi ou esteve. Serão anjos que numa esfera diferente nos acompanha e nos guardam. Enquanto nos lembrarem eles estarão connosco principalmente com os seus pais e amigos.
Por falar em sofrimento infantil viu as notícias daquelas cinco crianças de Montemor o Velho abandonadas na rua e com sinais de maus tratos ? Foi esta semana em Portugal.
Não há palavras!
Os meus pais e familiares NUNCA aceitariam, que eu tivesse "uma missão a cumprir", se algum dia me acontecesse alguma coisa.
Eles querem, que eu continue a ser um "diabinho" e NUNCA um anjinho.
Beijo da EMA
O comentário anterior foi por mim excluído em virtude de me haver enganado na postagem, ou seja: era dedicado a outro blogue e postei-o a mim próprio.
António
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O sofrimento é triste... Mas, acredito que só colhemos o que semeamos...Se não nessa, em vidas passadas...
O que a primeira vista parece ser um injusto castigo, numa análise mais profunda, pode ser um grande ensinamento.
Beijos de luz e uma semana feliz, Antonio!
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Escolher cinco situações da vida para passar em câmara lenta!!!
Amigos são como o vento...
É impossível prendê-los entre as mãos...
Eles as vezes tem outra direção,
Um caminho que não é o nosso...
Amigos são como o vento...
As vezes “furacão“, invadindo nossas vidas...
As vezes “brisa“, acariciando nossa alma.
Amigos são como ventos...
As vezes perto, as vezes longe...
Mas eternamente em nosso coração.“
Feliz semana
Beijo
"O meu destino há-de ser aquilo que eu quiser" ou "Nós colhemos aquilo que semeamos"
Não sei bem qual é a minha verdade e o meu entendimento sobre estas duas premissas. Penso muito e não consigo atrever-me a confirmar ou negar. Talvez a razão esteja na frequente inquietude em que vivo, talvez seja por ter uma dificuldade enorme em aceitar determinado tipo de sofrimento, talvez por não ter Fé bastante que me aconchegue. Daí não conseguir aceitar algumas coisas como forma de crescimento, como necessárias... Bem queria, mas ainda não consegui lá chegar.
Com esta publicação que já tinha vindo ler árias vezes, fiquei novamente no fio da navalha, pronta a saltar mas não sei para que caminho...
Um beijinho
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