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Lisboa-Brasil; Lisboa-Bélgica; Lisboa-Alemanha; Lisboa-Hungria; Lisboa-qualquer ponto do Globo. Refiro estes países porque me desloco até lá, virtualmente, à velocidade dum clique no teclado do meu computador.
Olá imensa(o)s amiga(o)s do Brasil; olá Verdinha; olá Teresa; olá Kati.
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Noventa e dois anos após a primeira manifestação mediúnica daquela imensa e resplandecente Luz que se apresentou aos humildes pastorinhos na Cova da Iria, em Fátima, transmitindo uma mensagem de amor, de fé e de esperança, continuamos ansiosamente à espera que a Ciência seja aceite pelos agentes da Religião. Esses agentes que torturaram psicologicamente aquelas crianças, pondo em causa as suas visões e negando-lhes o direito de se haverem tornado intermediárias daquilo que os nossos sentidos ainda não conseguem captar.
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Com o decorrer do tempo esses agentes da Religião vislumbraram um filão de ouro jorrando daquela velhinha azinheira e construíram à sua volta um incomensurável negócio, apoiados nos conhecimentos psicológicos que adquiriram nos Seminários.
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Acompanhei, dando-lhes apoio logístico e de enfermagem, por três vezes, em veículo motorizado, grupos de jovens, entre os quais o meu filho, que quiseram efectuar peregrinação a pé ou de bicicleta, da região ribatejana da Chamusca e de Torres Novas até ao Santuário de Fátima. Jovens licenciados, estudantes aplicados e seres humanos conscientes. Jovens que frequentam as discotecas às Sextas-feiras, aos Sábados ou em vésperas de feriados. Jovens que dizem as suas asneiras, apanham umas bebedeiras, que se divertem, mas que, na maioria, entre os quais grangeei a confiança e tenho o privilégio de ter como amigos. Jovens solidários que manifestam uma enorme solidariedade para com o próximo, respeitam e estimam os idosos e que idealizam um mundo melhor.
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Não admito, por tudo isto, que lhes chamem iletrados, fanáticos ou inconsequentes.
Continuo a acreditar que a Ciência e a Religião têm de progredir no conhecimento mas sempre de mãos dadas.
Respeito esta enorme manifestação de Fé.
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