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"O GUARDADOR DE REBANHOS" ALBERTO CAEIRO


(...)Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.


(...)Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

antoniopais1.blogspot.com

!-- Facebook Badge START -->Antonio Pais

HUMANA

HUMANA
ESCOLHI-TE COMO A IMAGEM DE TODAS AS PESSOAS QUE TÊM SIDO A RAZÃO DA MINHA NAVEGAÇÃO NA BLOGOSFERA

ANTÓNIO PAIS

A inocência de um escritor-menino...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

CONSULTA Á BLOGOSFERA

Às amigas e amigos da blogosfera que têm vindo a ter a gentileza de lerem as coisas que escrevo.



A vossa opinião é importante. Suspendi o meu blogue: CONTOS DA GUERRA COLONIAL em consequência de alguns e-mails que recebi,
concordantes não com a censura ao texto mas sim quanto à crueza da linguagem. Refiro-me ao conto: "O Turra Mussolé".
Gostaria que fizessem o favor de passarem por lá, que lessem e emitissem uma opinião sincera. Só com a vossa força o blogue terá continuidade.




segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A FAZER O LUTO OUTRA VEZ

A FAZER O LUTO OUTRA VEZ


Foi impulso do momento
E parti
Antes que fosse mais tarde
Repeti-me e fui cobarde
E fugi
Com medo do sofrimento

O luto afinal não fiz
E sofri
O túmulo das minhas dores
Cobriu-se de secas flores
E transferi
O destino assim o quis

Julguei ter sido o pior
E vi
Outra paixão novamente
Tomar-me conta da mente
E temi
Pois este amor é maior

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

LANÇAMENTO DE LIVROS

Desmarquei um almoço muito importante para mim para estar presente no lançamento do livro do PAULO AFONSO RAMOS, amanhã, Sábado, dia 27. Infelizmente não poderei estar presente e disso já lhe dei conhecimento, desejando-lhe as maiores felicidades.
Também amanhã a nossa amiga de blogosfera madeirense NATÁLIA BONITO, a quem também já enviei uma mensagem de felicitações, vai lançar o seu livro.

PARABÉNS para os dois

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

MEU SONHO

Poema tonto (os sonhos por vezes são tontos) dedicado a uma poetisa que ressurgiu na blogosfera e que tem coisas tão lindas e importantes para nos transmitir:

ANJO AZUL (blogue: ATELIER DE JESUS).


MEU SONHO

nos meus sonhos de Céu
rodeado de alvas figuras
reluzentes no azul infinito
elas surgem:
femininas,
angélicas, sensuais,
para me ajudarem,
caridosa e carinhosamente,
a subir no imenso éter;
numa elevação lânguida,
tão gostosa,
sentindo no apertar das suas mãos
mornas e tão sedosas vibrações
que me entontecem.

à medida que subimos
vão passando testemunho;
as minhas mãos vão largando
as que para baixo
se vão evaporando.

as novas guias
são cada vez mais belas
mais etéreas
já não as conseguindo ver
com olhos de corpo
mas de alma
que vislumbram mais beleza.

sinto já não ser possível
retroceder
tão suave quão poderosa
a força que me eleva.

olho para baixo
para as que de mim
se vão despedindo;

as novas que aparecem
são imensas
estão agitadas
e rodeiam-me
formando cordões de luz;
leio-lhes no pensamento
que gritam, que ralham;
apertam-me as mãos com firmeza
mas sinto-me escorregar;
tentam tapar-me a visão
com seus longos vestidos
de fumo branco tecidos.

relembro o êxtase sentido
com aquela figura franzina
que na Terra conheci;
penso na comunhão
das nossas mentes
quando em momentos furtivos
baixava a cabecita
para que os meus lábios,
extensão do meu coração,
tremendo de muito desejo,
lhe penetrassem a franja
para com muita ternura
lhe irem beijar a testa.

estas lembranças tão vivas
tão saudosas cá no Alto
ganham força de gravidade
sugam-me para o Planeta
e caio desamparado
à velocidade da luz.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

POETA, EU ?

POETA, EU ?


Todos me chamam poeta
Embora alguns versos faça
Não sei se poeta eu sou...

Apenas pego a caneta
E aquilo qu' ela traça
É o que a cabeça ditou !

ENJEITADO

ENJEITADO


Cansado
Desprezado
Frustrado

Arrepio
Frio
Vazio

Ausente
Doente
Demente

Queria chorar
Poder gritar
Conseguir perdoar
A vida alterar
Voltar enfim a amar...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ARRUMADORES

Para aquela que faz o favor de ser minha amiga: a poetisa brasileira Maria Zélia Nicolodi (blogue: MUNDO AZUL)


Após assistir a uma reportagem televisiva com a participação de algumas mães de diversos extractos sociais, relatando experiências de sofrimento com os seus filhos toxicodependentes.

Publicado no Jornal da APOIAR - Associação de Apoio aos Ex-Combatentes Vítimas de Stresse de Guerra.


ARRUMADORES

Chegado acelerado àquele Centro Comercial
Indolentes acenos com os braços para arrumar
Mãos trémulas com um pão embrulhado em jornal
O rosto envelhecido sem anos para adivinhar

E eu mais do que alguém detestei aquele inferno
Para onde todos os rapazes eram então mandados
Acabo questionando um tempo mais moderno
Porque vi tremer na guerra humanos mais honrados...

INEXORÁVEL ROTINA

O

O teu marido traiu-te com uma aluna. Estavas visivelmente transtornada e tentaste usar-me como instrumento de vingança. Sabias que eu era casado mas que gostava muito de ti. Já te havia dito que, por uma questão de princípios, só conseguiria trair a mãe dos meus filhos quando soubesse que ela me era infiel. Ficaste magoada com a resposta. Continuaste a insistir. Sabia que gostavas muito de mim e tu sabias que eras correspondida. Lutei e sofri. E tive a ideia infeliz (?) de te oferecer este poema quando me sugeriste fugirmos para os Alpes suiços.

Inexorável Rotina

Juntámos os trocos
e na bilheteira,
artificialmente perfumada,
do Aeroporto da Portela,
comprámos duas passagens
de condição : sem regresso !
Nos estofos cheirando a veludo
daquele Jumbo da Swissair
fundimos os nossos cabelos,
ligámos as nossas mãos
e adormecemos sorrindo...
O poço de ar despertou-nos !
Olhámo-nos demoradamente
em profundo silêncio.
Sorrimos novamente
com cumplicidade
na maroteira da fuga,
ou melhor, da aventura;
beijei ao de leve a tua testa
enquanto os teus olhinhos
se iam fechando lentos
e as nossas quatro mãos
se apertaram até doer.

A cabana velha de madeira
ali plantada nos Alpes,
toda coberta de branco,
albergou no seu interior
o calor e o doce odor
de lenha seca queimada
e aquele fogo crepitante
atraíu-nos ao tapete macio
peludo e envolvente.
Fizemos parar o tempo
despindo-nos de tudo:
não somente de roupas
mas de ideais e ideias;
fizemos cinzas na lareira
com os nossos preconceitos
e cortámos ali mesmo, com o lume,
os novos cordões umbilicais.
Renascemos sozinhos
sem nada na lembrança,
como dois bebés:
amnésia total.
Teus cabelos soltos
no tapete espalhados
e esses teus lindos olhos
brilhantes sem usar sombras;
os teus lábios naturais
torneados sem baton;
teus seios muito pequenos
espalmados sobre o teu peito
quando te recostaste
e ficaste meio-enterrada
naquele chão de lã tão fofa;
o perfeito vê do teu busto
e aquela rigidez escultural
de ancas e pernas torneadas
a terminarem em pés de cera.
Entrelaçámos os nossos corpos
mas só te apertei cuidadoso
ao sentir os teus tornozelos
avisando a minha nuca
e aí, sim, todo eu tremi
com aquela vontade incontrolável
de sermos apenas um...
Mas pesquisei no teu olhar,
nos cantos da tua boca,
no ondular das tuas ancas
se seria tua vontade,
não querendo possuir
mas sim compartilhar
dum acto assaz sublime
em que só a dois há amor;
e quando senti que me amavas
então sim amámo-nos.
Foram tantos os dias,
incontáveis as noites
vivendo uma paixão ardente.
Pensámos conhecer-nos bem
por fora e mesmo por dentro...

...Depois veio a fome
e a sede com ela
e todas as necessidades básicas:
a falta da lenha;
a cabana que arrefeceu;
as cinzas amontoadas
numa lareira em rescaldo.
Derreteu-se a neve.
Veio o buzinar estridente
do carro que trás o pão
muito cedo pela manhã.
E acordámos assustados
com o bater ruidoso
do cobrador da água e da luz
e outros, ainda outros
que por lá iam passando.
A nossa roupa e a loiça
tornaram-se cúmplices
quando se amontoaram: sujas !
Era preciso lavar !
Era urgente tratar do lixo !
Era, enfim, preciso sair,
abandonar o ninho de amor,
ir à vila fazer compras.
E veio a amigdalite a exigir
o tratamento mais apropriado.
E, matreira, veio uma contrariedade
e mais outra, ainda outra.
Os nervos que se instalaram
teimosos à flor da pele.
Beijámo-nos e até jurámos
tudo isto superar
acreditando na protecção
do nosso amor infindável (!?)
Mas a rotina forçou a entrada
até p' las frestas das portas
e p' los rasgos das janelas;
desceu abrupta a chaminé,
levantou pó e instalou-se
mesmo à nossa revelia.
Tentámos formas de luta,
discutimos os processos
de a poder exorcizar.
Apeteceu-me fazer amor
e estavas com dores de cabeça
ou então muito cansada;
ou quando foste tu a querer
as minhas preocupações
traíram-me a virilidade...

Juntámos os trocos
e na bilheteira
daquela gare tão escura
dos Caminhos de Ferro
comprámos duas passagens
de condição: sem regresso !
No compartimento frio e negro
daquela 2ª. Classe
fundimos os nossos cabelos,
ligámos as nossas mãos
e as nossas desilusões
e adormecemos chorando...
Chegámos a Santa Apolónia,
sentimos o cheiro do Tejo
e aquele olhar vivido e crítico,
o sorriso marcadamente sarcástico
da tão viajada e vivida Lisboa,
cidade velha que nos viu partir
- cheios de ilusões - da outra ponta
e que nos veio receber
engalanada em gaivotas
que pareceram piar do alto:
- Que ingénuos ! Que ingénuos !
Voltou o tempo a parar.
Olhámo-nos tristes,
imóveis, olhos nos olhos.
Beijei, terno, a tua testa
e a desilusão tão patente
nos meus lábios comprimidos,
no teu sorriso apagado.

Lá ao fundo, ar de cansado,
poisado na ponte de Abril
parecia o Sol repousar
na sua viagem descendente.
Voltámos a procurar, contando-os,
os cada vez mais raros trocos.
Teimámos em comprar ilusões:
perguntámos se ainda havia tempo
de apanhar aquele Sol.
E um taxista - velho e sábio -
recusou aquela corrida.
Passou as suas mãos rijas
pelo alto das nossas cabeças
e, sorrindo com malícia,
aconselhou-nos outra estrela,
de preferência cadente,
pois aquela ali: o Sol
voltava sempre todos os dias
inexoravelmente...

1994

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

HISTÓRIA DA ARTE

O Porquê...

...porque são ideias soltas que vêm ter comigo,
que encontro, que faço por divulgar...

Os "pontos de fuga" culturais servem para se
travar essa queda na incompreensão daquilo
que não se entende, mas que também não é
explicado!!!

Assim sendo, divulga-se!!!

Quem quiser que se deixe levar e seduzir...
sem falsas ideias de burguesismo.


texto introdutório ao blogue de enorme interesse cultural, da autoria daquela que faz o favor de me visitar e elogiar. Por favor, visitem-na e divulguem-na.

Autora: :)

Blogue: Forma Arte Conceito

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PARA A JOVEM BÁRBARA FARIA DE SOUSA

KARMA?


Anda um "fantasma" à volta e dentro de mim
Teimoso do qual hei-de fugir até ao fim

Persegue-me! Sinto-o em todos os lados!
Como castigo por todos os meus pecados?

Nem exorcismo, purgante, prática vudu...
...E descubro que esse fantasma - vivo- és tu!

Aconselho vivamente que procurem o blogue da Rafaela Bárbara Faria de Sousa (o mundo do meu sonho). De signo "Peixes", tal como eu, é uma madeirense muito jovem (21 anitos) que já nos fascina com a sua poesia "bárbara" e simultaneamente tão sensível.

PARA A MARIA PAULA RAPOSO

Para ti, amiga, uma pequenina e singela homenagem. É um grande privilégio ter amigas como tu.



Procurei entender
esforcei cada vez mais
entendi cada vez menos

Tentei esquecer
sofri cada vez mais
esqueci cada vez menos

Optei por adormecer
e quisera acordar jamais
sonhos de prazeres plenos

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

REVOLTA

Tiro Isolda a Tristão
Ofereço-a a Romeu
Trocando essa paixão
Quem fica a rir sou eu

Tiro Julieta a Romeu
Entrego-a a Tristão
Quem fica a rir sou eu
Invertendo essa união

Histórias tão comoventes
De grandes amores ardentes
Dão-me gozo inverter

Também meu amor trocaram
Os Deuses que então gozaram
Querendo-me enlouquecer

Á MINHA AMIGA POETISA OTÍLIA

Citaste amiga um dia :
"Ser Poeta é ser Profeta..."
Tanta poesia já fiz

Vou versejar alegria
Quero atingir essa meta
E saber o que é ser feliz

BOLEIA A UMA "DESCONHECIDA"

Entro na Auto-Estrada
Com ela à boleia
no meu pensamento.
A 150 à hora
tento desligar-me do mundo...
A sua imagem persegue-me.
Acelero a fundo
com raiva !
No meu campo de visão
esvoaçam intrusas
teimosas
a sua imagem e e a mosca.
Rodo com fúria
o manípulo do elevador
do vidro da porta;
o ar entra em turbilhão;
sacudo forte a cabeça,
o insecto desaparece
a sua imagem resiste !
Na subida íngreme
reduzo para terceira;
na bola da alavanca
aperto demorado a sua mão.
No negro da estrada
vejo escorrer os seus longos
sedosos cabelos.
A música romântica
transporta-me ao éter
e enche-me do seu sorriso.
As minhas mãos trémulas
deslizam suaves
pelo acrílico do volante
tacteando as suas faces.
Percorro km e km
de conversa imaginada
num sonhar acordado
a alta velocidade.
Finalmente a portagem !
Liberto do pagamento
pela utilização do asfalto
fico amarrado à dívida
convertida em angústia
por a haver transportado.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

PARA A AVÓ ANA

Tomei conhecimento, através dessa mulher extraordinária que é a Helena (coisas de mulher), do seu internamento e intervenção cirúrgica. O blogue também serve para isto: fomentar a solidariedade, a amizade e os mimos de que todos precisamos para nos alimentarem o Espírito.
A minha prece por si está também materializada em forma de poema.


ANA


Ana Cristina, Ana Isabel
Mesmo Ana Margarida
Tiveram na minha vida
Um proeminente papel

Com oito anos d' idade
O coração espevita
E da linda, bela Anita
Por vezes sinto saudade

E desde essa altura então
Quando encontro uma mulher
O coração não me engana

Pequenita ou mulherão
Descubro sempre qualquer
Qu' esconda chamar-se Ana


AINDA O MEU AMOR PELO ARTESANATO

Poemas integrados no meu Caderno : "Um Canteiro Feminino Plantado à Beira Tejo", escritos quando habitei junto ao Castelo de Almourol (Carregueira-Arripiado-Chamusca).

Estes poemas são agora oferecidos com muito carinho à Helena Santos (blogue: Coisas de Mulher).
Foi a partir do seu blogue que me inspirei, ganhei forças e iniciei o meu. Gostaria de a considerar como minha madrinha na blogosfera.


DORA E PAULINHA : DUAS PRIMAS / DUAS PEÇAS DE ARTESANATO


Vejo passar aquele Peugeot preto devagarinho
É um BL dois lugares sempre muito limpinho
Um dia parou junto a mim e dele saíram
Duas bonecas lindas que mais tarde partiram
Cada uma deixou no chão a marca do sapato
Descobri então serem peças de Artesanato
Autêntica visão e se a visão não me engana
Eram a Dora e a "boneca de porcelana" ! (*)

(*) - "boneca de porcelana" é a forma carinhosa como trato a Paulinha


MULHER BRASILEIRA


Veio para Portugal à procura duma vida melhor. Casou com um amigo dos meus filhos.
Viviam modestamente mas eram felizes. É uma mulher encantadora. Uma artista. Fabricava velas decorativas e diversos objectos em cera. Trabalhos lindos que também vendia em Feiras e em pavilhões de Mostra de Artesanato. As dificuldades da vida e as saudades dos entes mais queridos obrigaram-na a voltar à sua terra natal. Para o Brasil, com saudade, um beijinho muito grande para ti, Adriana.


ADRIANA


Cascas de noz caravelas
E bem esticadas as velas
Lá do Estuário partiram

Terras de Vera Cruz "acharam"
Em solo pródigo plantaram
Mulheres-flor que logo abriram

Álvares Cabral navegador
Timoneiro e floricultor
Sulfata açucar de cana

Hoje voltam p' ra este Tejo
Lindas mulheres-flor-desejo
Nas quais descubro Adriana



Chamusca/2002

domingo, 7 de setembro de 2008

EU, AS MULHERES, O MUNDO...

Após haver lido um comentário enviado pelo nosso estimado colega da blogosfera Dr.Moura (blogue: Filhos de Saló), à nossa querida Carmen (blogue: Os 16 Mosqueteiros), ocorreu-me a publicação deste poeminha, assim como os dois que se seguem: "O CLONE" e "O LIVRO DA REVELAÇÂO".
Com um abraço para a Carmen e Dr. Moura.


EU, AS MULHERES, O MUNDO...


Convivi com três ciganas
Dormi com caboverdianas
Convivi com as muçulmanas
Católicas e anglicanas

Convivi com ucranianas
Dormi com três angolanas
Convivi com espartanas
Vivi com Gregas e Troianas

Comi, vomitei, obrei
Com todas elas "pequei"
Com elas e com as demais

Conheci facas, pistolas
Usei seringas, argolas
E descobri sermos iguais

O LIVRO DA REVELAÇÃO

O "LIVRO DA REVELAÇÃO", QUE LANÇOU UM OLHAR SOBRE O UNIVERSO QUE ESCAPA À TRADICIONAL LINGUAGEM MATEMÁTICA




A Ciência e a Religião são a temática
Que continuam confundindo a nossa inteligência
O Stepham Wolfram desafia a Matemática
E assim nos abala com "Uma Nova Ciência"

Escrito de mil e duzentas páginas editado
Com seus cinco quilos de peso e bem volumoso
Apontando veemente p' ra um "caminho errado"
P' ra espanto e reflexão de cada estudioso...

Pois aquilo que hoje é amanhã pode já não ser
Mas a mente mesquinha e torpe do Homem não quer ver
Ignora os Profetas baralha outrora e porvir

Não aceita o palco no qual pisamos às escuras
Bloqueia o papel que foi estudado "nas alturas"
Luz da Ribalta a brilhar pano do Universo a cair

O CLONE



O CLONE

Ao passado o Homem foi colher Sabedoria

Neste Presente, furtivo, a Clonagem semeia
À luz da mentalidade dispersa, actual;

Erguem-se vozes contra a Ciência-ousadia
É ainda prematuro discernir em cada ideia
Transformações que o Futuro julgue como Bem ou Mal...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Quinta-feira, 4 Setembro "OLÁ MÂE"

A mensagem anterior, por qualquer lapso a que sou estranho, regista a data de Quarta-feira, dia 3 de Setembro. Deverá ler-se Quinta-feira, 4 de Setembro.

OLÁ MÃE

Querida mãezinha
Ambicionavas estar hoje entre nós para festejar o teu aniversário. " - Só mais este ! - imploravas. A maldita bilirrubina depressa envenenou, através da corrente sanguínea, o teu velhinho corpo físico. Chegou finalmente - alguns dias depois de partires - o dia do teu aniversário natalício. Sinto-me frustrado por não te conseguir dedicar um poeminha. Tu sabes bem como me sinto! Assim, presenteio-te enviando para o éter dois que te ofereci em anos anteriores no Dia da Mãe. "A generalidade do ser humano crê conseguir imaginar o sofrimento duma mãe perante o desaparecimento dum filho. Mas não! Cada caso é diferente do outro. Apenas podemos ter a certeza de que o sofrimento é muito, muito grande, sobretudo quando da passagem por certas datas tais como a do Dia da Mãe."

De ti obtivemos vida
Nem sempre valor te demos
É tempo, enfim, mãe querida
De homenagem te fazermos

O que cedo se afastou
Pediu aos que cá ficaram
Que fossem hoje um só

O tempo não mais parou
E à velhinha chamaram:
Querida mãe! Extremosa avó!

Choraste p' ra nos ver sorrir
Sofreste e nada sentimos
P' ra comer não tinhas hora

O que nos custa admitir
Depois de tudo o que vimos
É ver-te sofrer agora!

amoramoramoramoramor

sinto que nasci
tão longe
e faz tanto tempo
não lembro a alcofa
mas recordo a fome
que tu me escondias...
e só te reconheço
quando te olho a alma
onde se recolheu
toda aquela beleza
tão linda tu eras
por fora
tão linda que és
ainda agora
quando os olhos se fecham...

em Dia da Mãe
que saudades do pai
e do meu mano
no Céu com ele
os netos aumentam
o amor por ti
dou graças a Deus
por saber viveres
ao lado do mano
mais pequenino
não suportaria
visitar asilos...

embora já seco
o sangue dos teus pés
do fardo que fomos nós
que com amor carregaste
em terras tão áridas

perdoa se ainda
te calcamos a coluna
aguenta velhinha
precisamos de ti...

SOFIA

SOFIA

São todas bem diferentes
Algumas cultas outras não
Um Anjo lançou sementes
Neste canteiro em nosso chão

E a cada flor que o Céu envia
É dado um nome : Sofia !

Para aquela que faz o favor de ser minha amiga, a Dra Sofia Pires, Assistente Social na APOIAR - Associação de Apoio aos Ex-Combatentes Vítimas de Stresse de Guerra, por ocasião do seu aniversário.

Para a Sra Dra Sofia Pires, com votos de muitas felicidades. Parabéns
(escrito em 27 de Agosto de 2008 às 14 horas e 20 minutos)

O perfil psicológico do nome atribuído a uma pessoa não tem rigor científico, partindo sim do estudo comparativo com celebridades já falecidas ou mesmo nossas contemporâneas. Deverá, por isso, ser encarado apenas como uma curiosidade, dado que nenhum ser humano é igual e tem uma personalidade própria. Como dado adquirido e com rigor apenas se deverá encarar a sua origem.

Sofia

Do grego Sophia (sabedoria). Nome da mulher do imperador do Oriente, Justino II. Nome da famosa Catedral de Santa Sofia, em Constantinopla, mas que não é uma homenagem a qualquer santa com esse nome, mas sim à Santa Sabedoria (Sofia) Divina.
Pelo contrário, Sófia, capital búlgara, é uma alusão directa a uma santa lendária. A lenda de Santa Sofia (ou Sónia) conta que esta teria sido martirizada juntamente com os seus três filhos: a Fé (Santa Nádia), a Esperança (Santa Vera) e a Caridade (Santa Liubia).
Um livro da Condessa de Segur: "As Desventuras de Sofia", ajudou à divulgação do nome, assim como a estrela cinematográfica Sofia Loren. Destaque para a nossa poetisa Sophia de Mello Breyner.

Sentimental, Sofia sonha com uma vida afectiva equilibrada e com paz no coração. Contudo, suporta mal os inconvenientes: falta de liberdade, rotina, etc... Dotada para a comunicação e as artes, é nestes campos que pode encontrar o sucesso, desde que consiga controlar o seu espírito disperso. A constância não é o seu forte e as alterações no campo afectivo, mesmo profundas, não a abalam muito.

O degelo (aquecimento global) não afecta a Amizade

O nosso Planeta Terra está enfermo
O fogo queimando o verde e as flores
O clima de Verão vivendo a termo
O egoísmo matando cedo os amores

Só sei que ainda respiramos até qu' acabe
Sedentos de afectos até...quem sabe?
Sol a incidir na Terra que sobreaquece!...

Sonhamos ardendo em dúvidas sem fim
Sentindo o odor das folhas secas no jardim
Só a amizade é refrescante e permanece!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

HOMENAGEM À MINHA SOGRA

Divorciei-me em 2004. Não por vontade própria. "Esquecer é impossível, mas perdoar sempre foi o meu lema". Após doença - e sofrimento - prolongada, a minha querida mãe "partiu". Estou, assim, no início duma fase de vida a que, em Psicologia, se chama "fazer o luto".
Tenho ainda muita dificuldade em escrever. É cedo para tentar elaborar um poema dedicado à minha saudosa mãe. É assim que aproveito um que faz parte do meu projecto de livro com poemas dedicados à Mulher, para iniciar o meu blogue neste mês de Setembro.

MÃE SOFRIMENTO (dedicado à minha sogra, mulher da charneca ribatejana)

Foi sim mãe cadela
cujo leite a Vida
apressou a secar

feijão na panela
com couve moída
fome a transbordar

A serapilheira
a caixa da fruta
edredão e cama

o rio a banheira
a constante luta
de fingir dar mama

Com frio e com medo
tudo ali se abrigou
a fome trincando

uns partiram cedo
Deus outros levou
os demais lutando

Cantar da azenha
água fresca a correr
cheiro a farinha

miséria tamanha
mas o gosto de ver
medrar pomar e vinha

P' ra fonte ela ia
coisas lá da horta
tentar negociar

bate o meio-dia
de cansaço morta
mais que vender foi dar

E aquele homem bom
meu sogro amado
qu' está junto a meu pai

encontro-o no som
da nora e arado
que da mente não sai

digital clock


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